terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Comecei a emendar os quadrados

Comecei a emendar os quadrados em linha mescla chocolate visando cobrir uma cadeira de computador que tenho na sala. Catei os quadrados, agulha, tesoura e fui curtir o final de tarde no quintal. Também levei as carreiras de céu para tecer mais uma azul verão para o lindo dia que tivemos hoje.
 

O final de tarde estava especialmente agradável, quente, com um ventinho bem leve e tive a companhia dos três gatos, Nina, Iza e Kimi que se estenderam no chão à volta da minha cadeira. Até as Roberts foram passear no arvoredo...
Clima perfeito para fazer crochet em silêncio. Em dias assim não ligo o rádio e nem nada; fico só eu mesma, com o surdo ruído de fundo da avenida e um monte de pássaros cantando no meio das minhas plantas. Hoje uma cambacica deu um verdadeiro show na primavera, que, aliás, está cheia de flores. Ela cantava a plenos pulmões, com uma seleta platéia imobilizada de encantamento com os olhos fixos nela, 4 pares de olhos, os dos 3 gatos e mais os meus. Ninguém se moveu até ela voar.

Amanhã irei fazer exames e já estou pensando no que levar na minha sacolinha ambulante. A agulha de crochet tunisiano é muito grande e fica com a ponta espetada para fora da sacola e isso me incomoda; seria o trabalho indicado para levar e assim já ir tecendo o quadradinho de amanhã. Todos os outros trabalhos estão em momentos de montagem e não poderei levá-los... ou levo o tunisiano para tecer um quadradinho ou inicio trabalho novo no qual ainda nem pensei... não sei...

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Nem só de crochet vive esta tecelã

Nem só de crochet vive esta tecelã; também gosto de fazer colagens: pico papel colorido e construo pequenos casarios em paisagens enlouquecidas: em terras ardentes ou áridas, rochosas ou alagadas mas sempre muito coloridas e com as pequenas casas tortas, simples e tranquilas. Meus casarios são pobres mas são belos, situados em lugares inóspitos porém pacíficos e as casinhas se aglomeram, amontoadas mas sempre existem aqueles que as constroem isoladas, aqueles que não gostam muito de gente e preferem a solidão.

Todos os casarios tem uma historinha que se desenrola no fundo; eu sempre me conto essas historinhas enquanto vou fazendo e delas saem os títulos das colagens.
Foi numa dessas colagens que passei o final da tarde; ela está apenas no início e sua historinha está apenas sendo esboçada no fundo da minha mente.



Hoje o crochet não rendeu muito. Pela manhã fiz apenas o quadradinho de tunisiano de hoje e mais tarde ainda farei a carreira de céu, que voltará a ser azul já que parou de chover e o sol voltou a brilhar.

O casario que estou construindo tem destino certo: minha irmã Antonia. E ele ter dono me dificulta o trabalho porque fico me perguntando se ela irá gostar. É complicado para mim fazer qualquer coisa que se destine a outra pessoa... boa parte da minha espontaneidade se perde na intenção de agradar a um outro; prefiro fazer as coisas por gosto mesmo, fazer como acontece na hora sem me importar muito com o resultado final aos olhos dos outros; prefiro dar um trabalho pronto a alguém que goste dele do que partir do zero mas já destinado a alguém específico.
Com as colagens e tecidos acontece a mesma coisa. Se tem dono, fica mais difícil de fazer mas é assim que se dá em mim e pelo jeito isto não irá mudar.

As fotos de hoje mostram a colagem no ponto que atingiu hoje e ainda em andamento e em mutação.
Também fotografei as cinco carreiras inicias do cachecol do céu de cada dia do ano de 2014; a carreira de hoje ainda será incorporada, em azul.



A foto do casario ficou com um brilho branco por cima que não havia quando bati... deve ser o flash, justo onde estão as casinhas mas dá para ter uma idéia inicial. (Não se assuste Antonia, muita coisa ainda mudará nela mas a linha geral é esta porque só consigo fazer como está minha inclinação interior... não tenho como fugir disto... então, melhor ir se acostumando com a coloração forte... meus vilarejos são assim, lugares tranquilos em ambientes tremendos e hostis).




domingo, 5 de janeiro de 2014

Um domingo virando em chuva

Um domingo virando em chuva, ficou bem nublado, mais fresco e ameaçando engatar numa chuvinha maneira. Não sei muito bem que fio vou usar para tecer o céu de hoje que está mais cinzento que ontem mas não cinzento para valer... um cinza claro eu acho, caso tenha algum fio nessa cor no estoque.

Trabalhei um pouco mais no meu crochet com o fio Cisne Tonalitá. Estou me esforçando por torná-lo mais retangular do que quadrado e já pensando em incluir outros fios para que não se torne algo tãããão cor de rosa, já que tenho muito mais fio rosa do que lilás ou verde. O tom areia parece não ornar com nada neste trabalho mas não faz mal já que dele só tenho mesmo 1 novelo.




Hoje não sai para o quintal porque o dia está muito estranho com o tempo em mutação e com muito vento também. Fiquei no quarto, assistindo Friends, Criminal Minds e fazendo crochet em muito boa companhia: Nina, minha linda sialata que adora deitar sobre meus trabalhos (roi meus fios a danadinha...)

sábado, 4 de janeiro de 2014

Sempre acontece assim no crochet

Sempre acontece assim no crochet. Começo um trabalho de um jeito e termino de outro... ou começo sem nenhum propósito e loguinho o destino dele surge dos fatos da Vida. Depois que os quadradinhos em tunisiano se encaixaram na proposta global de tecer um quadradinho por dia durante todo o ano, só me resta o trabalho com o fio Cisne Tonalitá nessa categoria "sem lenço nem documento".

Hoje levamos nossa gatinha Iza à vet, Barbara, e eu, me mantendo firme à resolução de ano novo carreguei comigo uma sacolinha com um trabalho em crochet para aproveitar os minutos preciosos que surgissem. Surgiram no carro, já no caminho de volta e achei bem estranho fazer crochet no carro ao invés de olhar a paisagem de Sampa pela janela. Mas eu queria experimentar como é viver fazendo crochet todo tempo livre e então lancei mão da agulha de tunisiano e de um novelo de linha de algodão - Cisne Camila Fashion - num tom verde musgo bem bonito e me pus a tecer o quadradinho de hoje. Foi meio estranho, o carro tem um balanço que interfere no tecer, ou sou eu que não tenho o costume, não sei... Iza dava uns miados ao meu lado e eu me punha a acariciá-la para que se tranquilizasse porque ela morre de medo de sair de casa, tadinha ... por fim acabei tecendo as duas carreiras iniciais do quadradinho e me dei por satisfeita.

O resto da manhã passei no quintal e terminei o quadradinho de hoje. Iza continuava ao meu lado mas já bem mais relaxada, se esticando no piso cimentado do quintal sob a minha cadeira. Foi um momento bem relaxante para as duas.


Tão relaxante que hesitei em entrar logo e então me pus a continuar a tecer uma nova sacolinha de trapilhos, cortados das camisetas de corrida que existem aos montes aqui em casa (filho corredor e maratonista, grande provedor de camisetas de corrida que dão ótimos trapilhos). Foi muito bom e fiquei por lá um tempão, curtindo o calor, comendo goiaba e fazendo crochet, eu e Iza debaixo da cadeira...

O céu hoje vai ser retratado em azul bem claro porque foi um dia azul mas começou a chover uma chuvinha mansa agora no final da tarde; nem escureceu o céu, só nublou e pelo jeito vai refrescar um pouco porque o calor está prá ninguém botar defeito. Acho bom, adoro o calor!

Na foto se vê a sacolinha de trapilhos que estou tecendo em azul, branco e vermelho) e ao lado a fileira de quadradinhos relativos aos 4 primeiros dias janeiro, já emendados e com os fios arrematados.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Um quadradinho por dia, durante um ano...

Eu ando fazendo quadradinhos perfeitos no crochet tunisiano. Fazendo por puro gosto em fazer, sem me preocupar com o que serão depois, num crochet tunisiano "puro". Mas a Vida dá suas indicações e hoje, ao ler o blog Le monde de Sucrette/Crochet and 100% handmade items, me deparo com mais um convite de trabalho conjunto: fazer um quadradinho por dia, durante um ano...

 Gosto muito da Sucrette e de seu blog ( ela está no Líbano) e na mesma hora resolvi que este seria o destino de meus quadradinhos tunisianos.

Hoje foi mais um dia azul, de calor intenso em Sampa. Está muito quente MESMO e agora, vou "tomar a fresca" no quintal com os gatos, as agulhas e as linhas.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Momento de fluidez

O trabalho com o fio Tonalitá entrou num momento de fluidez, seguindo quase que por si mesmo. Quando se atinge este ponto sempre é muito agradável e é quando a mente fica mais leve e solta e os pensamentos acompanham o ritmo geral e fluido que se instala.
Me sinto como se estivesse num vagão, no meio de um longo trem que desliza sem que eu precise me preocupar com coisa alguma; longe de alguma estação, não haverão paradas, apenas um movimento contínuo que parece eterno.
 

É tão bom sentir isso... acontece espontaneamente, não dá para criar isso... é quando o ritmo se instala porque não há nada a decidir, nem cor, nem ponto, nem nada... e se acontecem trocas de cores, isso também se dá quase sem pensar... é aquilo e vai, vai, vai, vai.....

As vezes eu penso que trabalho nas agulhas principalmente para desfrutar desses momentos de suspensão de por quês, porques e para quês... nada disso importa... é o tecer somente, o tecer puro (pegando carona na matemática), que vai, vai, vai, vai....

O céu de Sampa foi hoje novamente um céu azul de verão, quente e com nuvens branquinhas passando.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Resoluções de ano novo

Conversando com amigas crocheteiras, falamos sobre resoluções de ano novo para nossos crochets. Achei a idéia divertida e parei para pensar nisso. Nunca fiz resolução alguma de Ano Novo porque nunca tive vontade de me traçar metas ligadas especificamente ao primeiro dia do ano. Hoje aconteceu diferente.

Ter amigos pelo mundo todo, ligados apenas pelo gosto em crochetar, e digo amigos por que existem dois homens entre montes de mulheres, tem tido efeitos inéditos em mim. Talvez por serem pessoas de muitas nacionalidades, de culturas tão diferentes, praticando o crochet e a conversa amigável, o que esteja me tocando tanto; o fato de ninguém poder se ver, se encontrar, torna tudo tão sincero e como o assunto é apenas crochet, fios e idéias, acaba sendo de uma simplicidade muito tranquilizadora. Não consigo me expressar com fluência em inglês então tenho que ser transparente em frases muito simples mesmo e isto acaba por simplificar minhas reflexões também, o que é, no mínimo, repousante (e desencucante).

Comecei o dia, o mês e o ano com uma resolução de ano novo mas termino com duas, sendo que a segunda não sei se serei capaz de levar em frente por um ano inteiro.
A primeira diz respeito a ter uma sacolinha com um "work in progress"(wip), um trabalho em andamento, para ser levado aonde eu for para aproveitar todos os minutos ociosos crochetando. Resolvi experimentar como isso se dará em mim e já coloquei em prática: escolhi um crochet que não me exige total atenção para não cometer erros, peguei uma sacolinha que eu mesma teci recentemente em barbante, arrumei tudo direitinho e a levei comigo na casa de minha irmã, onde almocei e passei parte da tarde, como é hábito há anos nos primeiros de janeiro.
E, descobri que realmente surgem muitos pequenos momentos onde é possível crochetar.

 
A foto mostra esse crochet que foi o escolhido para andar na sacolinha. São quadradinhos da vovó - granny squares - em fio Anne de algodão, mesclado em tons de chocolate. O miolinho sempre em vermelho, como cerejas dentro dos bombons.

Agora mais pro final da tarde, me deparei com um convite feito a todas as tecelãs do globo: fazer um cachecol em listrinhas, tecido durante o ano todo e cada listrinha terá a cor do céu daquele dia. Claro que este trabalho grupal começa hoje e me deu uma vontade enorme de participar... vou representar o céu de Sampa e ele hoje será num azul bem verão porque foi um dia de muito sol mas num tom claro porque havia nuvens no céu também.
Que lindo isto... saber que muuuuuuitas tecelãs pelo mundo estarão representando seus respectivos céus num cachecol. 

Vou anotar aqui na minha página como o céu de Sampa estava a cada dia, assim, se eu me perder, venho aqui e me acho nesse monte de céus que terei para tecer... uma carreira de céu por dia... que lindo....