segunda-feira, 31 de março de 2014

A segunda meada de fio de lã

Minha segunda tentativa de transformar uma meada de fio de lã em uma bola.
Isto é de fundamental importância já que tecer puxando o fio diretamente da meada é problema na certa, é querer se emaranhar sem apelação num labirinto de fios que parecem ter o poder mágico de entrelaçar-se por vontade própria, mesmo que vc, tecelã inexperiente e desavisada pense não ter feito nada para que aquilo ocorresse.

Posso ser meio inexperiente com meadas, já que sempre utilizo novelos previamente enrolados na fábrica mas desavisada não sou e, recentemente, passei por uma das provações que é ter um emaramento para desfazer, o que me tomou hoooooras sem fim....
Mas desta vez, não!

Correu tudo muito bem! Fui puxando o fio com todo cuidado e levei a meada até o fim com grande sucesso: nenhum emaramento! nadinha! fiquei tão orgulhosa de mim mesma...
Agora já tenho a segunda bola para continuar a tecer a media manta Caixa Dágua para a Dri.

Uma linda bola de lã, esta...

sábado, 29 de março de 2014

Um projeto enorme: Alice

Este é um Alice. E vai ficar enorme se eu seguir o plano feito inicialmente de trabalhar um novelo por mês nele.

O fio é o Circulo Alice, 50% acrílico e 50% poliester, para agulhas 5mm. Muito macio e leve. Gosto muito deste fio e gosto mais ainda da proposta de tecer infinitamente sem ter que pensar em diminuições ou troca de fios. A cada mês mudo a cor do novelo e em julho passarei a reverter o triângulo para fechar o quadrado. Será um quadradão quando chegarmos em dezembro.
Grande e multicolorido!

Já tive um outro projeto assim, um granny enorme mas não o levei muito longe pois quando atingiu o tamanho de um puff que tenho na sala e que estava pedindo nova cobertura, eu o finalizei e cobri o puff com ele. Ei-lo:
Tecer assim, sem pensar no fim ou na finalidade me é muito relaxante, uma das atividades de que mais gosto.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Os cestinhos do crochet



Meus cestinhos de crochet fazem grande sucesso entre nossos gatos, É comum eu estar tecendo e um deles se achegar e entrar no cestinho para dormir sobre os novelos.
Hoje foi Kimi.

Era já final de tarde, lá fora estava ventando mas dentro de casa estava muito gostoso, silencioso e quentinho.
Normalmente ocupo esse horário do final da tarde para fazer o quadradinho diário que compõe os meses do ano e também para tecer a carreira de céu do dia.

Era o que eu fazia quando Kimi chegou e se instalou no cestinho onde estão os novelos Redindora com que teço os hexágonos que chamo de bruces. O cestinho estava macio e convidativo porque além dos novelos, todos os hexágonos que já teci estavam dentro.

Assim se criam espontaneamente os momentos de harmonia e carinho ao redor do meu crochet.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Os finalmentes da Redindora Pocahontas

Cá está ela em fase de finalização.

Desde ontem venho tecendo a bordadura e depois de tecer 3 voltas, a estiquei na cama para dar uma analisada geral. Ela estava repuxada de um lado....

Realmente, finalizar os trabalhos é muito mais difícil e complexo do que tecê-los! Acho que é porque ficam grandes e por trabalhar com eles no colo acabo perdendo a noção do que estou fazendo.
Decidida a não me aborrecer demasiado com o visível erro cometido, fui desmanchando com cuidado o que havia feito, mantendo a manta esticada na cama até encontrar onde eu havia errado. O erro estava na primeira carreira da bordadura... na pri-mei-ra.... mas, para não perder um tempo precioso resmungando, puxei uma cadeira para perto da cama e recomecei a bordadura puxando para o meu colo apenas a parte a ser tecida enquanto o restante mantinha estendido na cama. Conforme tecia um pedaço, eu voltava a estender toda a manta para ver se estava dando certo e assim fui refazendo a bordadura, com muito mais vagar mas com consciência do que fazia.

Aprendi com isto que não adianta querer fazer as bordaduras tecendo com toda a manta no colo. É preciso saber o que estou fazendo,  preciso me situar em relação ao todo que foi tecido e para isto preciso ter a manta esticada. Como não tenho mesas grandes em casa, o jeito é estender meus trabalhos sobre a cama, puxar uma cadeira e me sentar ao lado para trabalhar com vagar em pequenos trechos.

Tudo o que fiz nela dessa maneira ficou muito bom. Fazer as bordaduras finais será mais um momento para trabalhar com calma e atenção.

Mais um momento de paz que eu ganho na rotina dos meus dias, a agradável e tranquila rotina que eu escolhi para mim.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Primeiros hexágonos

Nada como iniciar um novo e animador projeto!

Tenho tecido os primeiros hexágonos e quis experimentar todos os tons escolhidos para ver como ficariam. Todos me agradaram apesar desse branco ser muito desmaiado para o meu gosto. Ele também é mesclado em tons claros de areia, com mesclas bem suaves, tão suaves que desaparecem na foto apesar de estarem lá.

Vou continuar a tecer hexágonos até ver o fim desses novelos - tenho um de cada tom - e depois arranjá-los em espiral, procurando pelo efeito que Bruce Seeds consegue em seus trabalhos que me encantam tanto.

Começar os projetos sempre tem um efeito adrenalínico em mim. Não sei se a palavra "adrenalínico" existe mas ela representa perfeitamente o que sinto quando escolho um projeto, compro os fios e dou início ao trabalho.
Terminá-los já são outros quinhentos... não sei bem porque mas não me anima terminá-los e então, o que tenho feito é encarar furiosamente os que estão em reta final e não deixar um só dia de tecê-los até que os dê por terminados. Tenho que fazer assim ou acabo demorando tanto para dar o ponto final que até esqueço deles e então se tornam desinteressantes e um peso, uma obrigação a ser encarada.
E eu detesto obrigações a serem encaradas...

Atualmente, todos os que estão em progresso tem destino certo: a media manta Redindora Pocahontas irá morar com a Tamara, a Merino Caixa D'Agua com a Dri e o João, a Oveja Merida ficará comigo e é esta que corre o maior perigo de ficar com final demorado por ser minha mesmo. As outras tem mais estímulo para serem finalizadas.

Hoje, além de fazer os estimulantes hexágonos, dei início aos finalmentes da Pocahontas, que já entrou no estágio de bordadura.

Esta é a aparência geral dela. Aqui ela está dobradinha em sua cesta de trabalho em andamento, junto com os novelos e a agulha. Assim que terminar a borda eu a fotografarei aberta sobre minha cama.
Ficou bem bonita!

Este é o mesmo fio dos hexágonos, Cisne Redindora Multicolor e o que sobrar dela também será transformado em hexágono; aliás, foi com ela que fiz o teste, que deu muito certo e até poderá ser incorporado ao trabalho.

Está por poucos dias sua finalização.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Fios para tecer bruces

Não consigo me decidir entre chamar meus bruces de Bruce ou de bruce. Bela confusão mas acontece que eu penso nesses quadrados mesclados como sendo bruces por que fazem parte da minha tentativa de dar o efeito dos quilts de Bruce Seeds aos meus trabalhos.

Me parece estranho chamar meus quadrados de Bruces com B, porque, afinal, este é o nome real do artesão; por outro lado, chamá-los de bruces também fica esquisito, por que aí já seria o nome dos quadrados.... ou seja, tudo altamente confuso mesmo mas como o artesão é mais importante do que meus quadrados, vou chamá-los de bruces, com b.

Bruce Seeds costura triângulos de tecido, transforma-os em hexágonos, prende os hexágonos na parede e passa a reorganizá-los criando padrões espiralados lindíssimos. Nada melhor do que vê-lo trabalhando:  https://www.facebook.com/photo.php?v=1431370994754&set=vb.312340150102&type=3&theater

Vivo tentando fazer algo no crochet que tenha um efeito semelhante e outro dia teci um hexágono que me pareceu promissor:

Como gostei do efeito obtido com o fio Cisne Redindora Multicolor, selecionei mais alguns tons desse fio para tecer mais hexágonos e depois tentar fazer um arranjo espiralado com eles, Não faço a menor idéia de que dê certo mas pelo menos é um caminho a ser tentado.
Estas são as tonalidades que escolhi:

Já estão separadas numa cestinha de trabalho, como faço com todos eles: cada projeto tem sua cestinha, com o fio, a agulha e a amostra de teste que vou pegando quando quero tecer este ou aquele.

Tomara que destes fios surjam belos bruces, tomara!

domingo, 23 de março de 2014

Manta da Dri - início

Comecei finalmente. Eis seu início sobre a mesinha do quintal, numa agradável manhã de sol entre nuvens em Sampa.

É sempre bom começar os trabalhos. Sobre a mesa se pode ver a bola de lã na qual transformei uma das meadas. Fiz conforme o figurino: soltei as duas pontas da meada que vem amarradinhas, coloquei a meada no espaldar de uma cadeira, peguei uma das pontinhas e passei a enrolá-la num cilindro de papelão. Ia tudo muito bem até que fui me aproximando do final da meada quando, por algum motivo ainda misterioso para mim, as últimas voltas da meada começaram a se desfazer e a se embaralhar com o fio que eu enrolava e acabou que a parte final da meada se embolou toda, se emaranhou de maneira desesperadora e levei horas, muitas horas até desfazer todo o emaranhado e acabar de enrolar o fio na bola.

Ainda tenho duas meadas para transformar em bola e assim, para espantar o fantasma do desemaranhamento - dificilima esta palavrinha, até para escrever tive que ficar soletrando.- comecei a tecer a media manta e aí foi ótimo, o fio é uma delícia de manusear, a cor é relaxante, foi tudo muuuuito bem. Aí bati a foto e aqui está o registro da primeira etapa do trabalho.

A manhã no quintal foi ensolarada mas já atenuada pelos efeitos do outono, que começou oficialmente na tarde do dia 20 de março. Eu aguardava esta data de início de outono para mudar a escolha de cores dos quadradinhos que teço diariamente para a manta anual mas este já é outro assunto.