terça-feira, 28 de outubro de 2014

Fábrica de quadrados - patchwork

O fato é que eu enjoo de fazer sempre o mesmo ponto ou usar sempre a mesma cor. Isto é algo que tenho que reconhecer. Assim, trabalhos longos, repetitivos ou de uma só cor tendem a se transformar em pequenas torturas para mim. Sei disto há anos e tenho alguns recursos desenvolvidos para manter vivo o interesse em tecer.

 Tecer quadrados é meu principal recurso. Quadrados se transformam em deliciosas luvinhas sem dedo e quadradões viram utilíssimos coletes, confortáveis e coloridos... isso sem falar nos patchworks, as mantas de quadrados emendados para aproveitar sobras de fios.

Já emendei quadrados em tons pastéis...





 Emendei quadrados em cores fortes...













Ontem selecionei alguns fios grossos, separei agulhas de tunisiano e me dediquei a estudar novos pontos na minha revista japonesa: a fábrica de quadrados despertou!

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Tunisiano double ended: casario no Rio


Eu estava acompanhando um programa sobre a formação geológica do Rio de Janeiro, seus morros, o contorno das praias, enquanto tecia meu casario; aí percebi que ele estava ficando com a cara dos morros do Rio e suas casinhas penduradas...

Fiquei certa vez em Santa Tereza, numa dessas casinhas de morro, lá pelos idos de 1973 e foi uma noite mágica. Fazer este casario está me levando para aquela época...




sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Algo novo em ponto V - V stitch


A idéia é trabalhar dois grandes quadrados simulando faixas em vermelho separadas por uma divisão em vinho; depois os quadrados serão unidos criando uma bata de verão.

A inspiração veio de um trabalho em cochet de grampo que vi numa revista e que me pareceu bonito para tecer no ponto V em crochet.
Na foto é possível ver o trabalho em crochet de grampo na revista. Fica muito bonito e roubei a idéia para tecer no ponto V.

Eu tenho um grampo e já fiz alguns cachecóis nele mas a experiência foi um tanto decepcionante pois, apesar de ficarem muito bonitos, com o uso esticam demais e acabam parecendo longas tiras disformes. Assim não me animei a usar o grampo novamente. Se eu tivesse treinado mais, talvez pudesse tecer peças mais consistentes mas não treinei e não quero fazer nova experiência por enquanto.

Assim, o V em crochet foi o escolhido para substituir o grampo. Uma substituição pura e simples de ferramenta, sem pretensão de tecer um ponto que se assemelhe ao obtido no grampo.


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Silhuetas - Magical tunisian crochet


O tunisiano reversível, feito com a agulha de duas pontas, rende um tecido grosso ótimo como base para costurar pequenas peças. O fio da costura se esconde com facilidade e o avesso fica perfeito!

Sempre gostei de fazer casarios com pequenos pedaços de papel, recortados de revistas e colados. Várias destas colagens se espalham pela minha casa, nas paredes, bandejas, caixinhas e até na tampa da lata de lixo.
Todos são muito coloridos, em cenários com pequenas casas conjugadas e tortas em mundos pré-apocalípticos.

Este foi o último trabalho que fiz. Enquanto trabalhava nele comecei a imaginar um cenário onde o casario fosse visto apenas em silhueta.

O tecido grosso do tunisiano reversível, a experiẽncia com o crochet freeform e meu gosto pelos casarios se somaram estes dias e estão norteando meu trabalho atual.
Teço quadrados e triângulos em crochet e os costuro no tecido tunisiano reversivel formando pouco a pouco a silhueta do casario. Tem sido momentos mágicos...

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Lã de alpaca: especial para mim

Quadrados unidos, pontas arrematadas, bordas tecidas e mais uma media manta pronta.

Por esta tenho um carinho especial porque o fio é de alpaca e se tem um doador de lã que me enterneça tanto quanto uma ovelha, este doador é a alpaca.

Nunca vi nenhuma ao vivo mas sou uma criatura de vida virtual em muitos sentidos, gosto demais de viver assim, mais na mente que no físico, então fico empolgada por tecer fios de lã de alpaca quase tanto quanto me empolgaria acariciar uma delas. E pelo mesmo motivo, esta media manta é minha, me dei de presente de aniversário... um deles...

Os primeiros novelinhos de lã de alpaca foi a Pam que trouxe para mim do Peru.
 Depois comprei outros novelos, conforme apareciam em preço razoável por  aqui e fui aumentando a quantidade e variedade de cores. Fio de alpaca é algo em que sempre estou de olho, procurando promoções: quando acho, compro um pouco.

Além do fio, esta media manta também reúne outra paixão minha, que é a de tecer quadrados sem objetivo definido, variando pontos e cores.






 Um belo dia, surge algo em minha mente que os afina e então passo a uni-los e finalizo tecendo uma borda, que é o que torna tudo aquilo uma media manta, uma manta pequena, prática para tecer e usar, para aquecer as pernas e os gatos.




quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Corner to Corner: uma manta para Pam

A manta está ficando grande demais para tecer com ela no colo. E quente, ainda mais sendo trabalhada em dias de sol.

Nestas horas a mesinha redonda do quintal ajuda muito: apoio o trabalho pronto sobre ela, sento ao lado e puxo apenas a beirada que está sendo trabalhada para o meu colo. Mesmo assim, virar o trabalho exige que eu me levante e vire a manta toda sobre a mesinha. Trabalhos grandes tem sempre esse inconveniente: são desajeitados...

... mas são lindos...
  
Faço uma faixa por mês, cada vez de uma cor, usando sempre o fio Alice, da Círculo e agulhas 5mm. Este mês, seguindo à faixa azul-clara teço com fio cinza-claro.





segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Tunisiano: ponto favo de mel (Honeycomb stitch)

Um ponto novo, que aprendi estes dias nas maravilhosas aulas do Youtube. Bem aqui: https://www.youtube.com/watch?v=8Xfyh7nMz3U

Delicioso de fazer, fácil e ágil, ele é composto de um ponto simples em tunisiano e um ponto tricô tunisiano. Na carreira seguinte inverte-se os pontos. O desenho que se forma lembra mesmo os favos de mel.

Usei um fio interessante, grosso mas aerado, um tipo suflair... o fio é grosso mas bem leve. Chama-se Boreal e é fabricação brasileira, da Purafibra; a cor é a castor e as agulhas de 8mm, tunisiano.